Brazilian Journal of Otorhinolaryngology Brazilian Journal of Otorhinolaryngology
Braz J Otorhinolaryngol 2017;83:318-23 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2017.02.012
Artigo original
Ophthalmic complications of endoscopic sinus surgery
Complicações oftálmicas da cirurgia endoscópica dos seios nasais
Malgorzata Seredyka‐Burduka,b, Pawel Krzysztof Burdukc,, , Malgorzata Wierzchowskac, Bartlomiej Kaluznya,b, Grazyna Malukiewiczb
a Nicolaus Copernicus University in Toruń, Faculty of Medicine, Department of Optometry Collegium Medicum, Toruń, Polônia
b Nicolaus Copernicus University in Toruń, Faculty of Medicine, Department of Ophthalmology Collegium Medicum, Toruń, Polônia
c Nicolaus Copernicus University in Toruń, Faculty of Medicine, Department of Otolaryngology and Laryngological Oncology Collegium Medicum, Toruń, Polônia
Recebido 07 Março 2016, Aceitaram 08 Abril 2016
Resumo
Introdução

A proximidade dos seios paranasais à órbita e seu conteúdo tornam possível a ocorrência de lesões tanto na cirurgia primária como na de revisão. A maioria das complicações orbitais são menores. As maiores são observadas em 0,01%‐2,25% e algumas delas podem ser graves levando a disfunção permanente.

Objetivo

O objetivo deste estudo foi identificar o risco e o tipo de complicações oftalmológicas em pacientes operados devido a rinossinusite crônica.

Método

Foi realizado um estudo retrospectivo com 1.658 pacientes submetidos a cirurgia endoscópica sinusal devido a rinossinusite crônica com ou sem pólipos ou mucocele. As cirurgias foram realizadas sob anestesia geral em todos os casos e consistiram de remoção de pólipos, seguida de antrostomia meatal média ou etmoidectomia parcial ou completa, cirurgia de recesso frontal e cirurgia de esfenoide se necessário. As complicações oftalmológicas foram classificadas de acordo com o tipo, frequência e achados clínicos.

Resultados

Em nosso material 32,68% dos pacientes necessitaram de cirurgia de revisão e apenas 10,1% haviam sido anteriormente operados em nosso departamento. As complicações gerais ocorreram em 11 pacientes (0,66%). Complicações menores foram observadas em 5 pacientes (0,3%), sendo que a mais frequente foi equimose periorbital com ou sem enfisema. Complicações maiores foram observadas em um paciente (0,06%) e atribuída à lesão do ducto lacrimal. Complicações graves ocorreram em 5 casos (0,3%) e foram referidas como hematoma retrorbital (2 casos), lesão do nervo óptico (2 casos) e um caso de lesão muscular extraocular.

Conclusões

As complicações orbitais da cirurgia endoscópica nasal são raras. A incidência de complicações graves que causam incapacidade permanente é de menos de 0,3%. Os parâmetros mais importantes responsáveis por complicações são extensão da doença, cirurgia endoscópica anterior e tratamento anticoagulante coexistente.

Abstract
Introduction

The proximity of the paranasal sinuses to the orbit and its contents allows the occurence of injuries in both primary or revision surgery. The majority of orbital complications are minor. The major complications are seen in 0.01–2.25% and some of them can be serious, leading to permanent dysfunction.

Objective

The aim of this study was to determine the risk and type of ophthalmic complications among patients operated due to a chronic rhinosinusitis.

Methods

This is a retrospective study of 1658 patients who underwent endoscopic sinus surgery for chronic rhinosinusitis with or without polyps or mucocele. Surgeries were performed under general anesthesia in all cases and consisted of polyps’ removal, followed by middle metal antrostomy, partial or complete ethmoidectomy, frontal recess surgery and sphenoid surgery if necessary. The ophthalmic complications were classified according to type, frequency and clinical findings.

Results

In our material 32.68% of the patients required revision surgery and only 10.1% had been previously operated in our Department. Overall complications occurred in 11 patients (0.66%). Minor complications were observed in 5 patients (0.3%) with the most frequent being periorbital ecchymosis with or without emphysema. Major complications were observed in one patient (0.06%) and were related to a lacrimal duct injury. Severe complications occurred in 5 cases (0.3%), with 2 cases and referred to a retroorbital hematoma, optic nerve injury (2 cases) and one case of extraocular muscle injury.

Conclusions

Orbital complications of endoscopic nasal surgery are rare. The incidence of serious complications, causing permanent disabilities is less than 0.3%. The most important parameters responsible for complications are extension of the disease, previous endoscopic surgery and coexisting anticoagulant treatment.

Keywords
Endoscopic sinus surgery, Orbital/ocular, Chronic rhinosinusitis
Palavras chave
Cirurgia endoscópica do seio nasal, Orbital/ocular, Rinossinusite crônica
Braz J Otorhinolaryngol 2017;83:318-23 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2017.02.012