Brazilian Journal of Otorhinolaryngology Brazilian Journal of Otorhinolaryngology
Braz J Otorhinolaryngol 2017;83:162-7 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2017.01.005
Artigo Original
Intrasphenoid septations inserted into the internal carotid arteries: a frequent and risky relationship in transsphenoidal surgeries
Septações intraesfenoidais inseridas nas artérias carotídeas internas: uma relação frequente e arriscada nas cirurgias transesfenoidais
Clauder Oliveira Ramalhoa,b,, , Horacio Armando Marencoa,b, Francisco de Assis Vaz Guimarães Filhoc, Marcos Devanir Silva da Costaa, Bruno Fernandes de Oliveira Santosa, Rodrigo de Paula Santosd, Samuel Tau Zymberga,b
a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Departamento de Neurocirurgia, São Paulo, SP, Brazil
b Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Programa de Pós‐graduação do Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço, São Paulo, SP, Brazil
c Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, SP, Brazil
d Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Departamento de Otorrinolaringologia, São Paulo, SP, Brazil
Recebido 07 Janeiro 2016, Aceitaram 19 Fevereiro 2016
Abstract
Introduction

When an expanded endonasal transsphenoidal surgical approach is performed, intrasphenoid septations must be completely resected. If these structures are close to the internal carotid artery (ICA), then their manipulation might cause vascular injury.

Objective

The objective of this study is to describe the frequency of intrasphenoid septations in the internal carotid artery protuberance (ICAp).

Methods

Computed tomography (CT) scans of 421 patients were analysed. Intrasphenoid septations (classified as intersphenoid or accessory) and their relationship to the ICAp were described. Additionally, a sphenoid sinus classification was performed based on their degree of pneumatisation to determine whether a difference exists in the frequency of intrasphenoid septations inserted into ICAp with regard to sinus type.

Results

The patient mean age was 39±21.4 years. Overall, 219 patients (52%) had septations in the ICAp; 359 patients (85.3%) had intersphenoid septations; of the latter, 135 (37.6%) had septations in the ICAp. This frequency was higher among patients with sphenoid sinus type 4 or 5 (44.7% and 43.5%, respectively). Accessory septations were found in 255 patients (60.6%); 140 of these septations (54.9%) were in the ICAp. Among 351 patients with types 3, 4 or 5 sphenoid sinuses (i.e., only well‐pneumatised sphenoid sinuses), 219 (62.4%) had septations in the ICAp. These frequencies are higher than those reported in most previous studies.

Conclusion

The frequency of intrasphenoid septations in the ICAp found is considerable. It is higher among patients with more pneumatised sinuses. This finding justifies an appropriate pre‐operative study, and careful attention must be paid during transsphenoidal surgery.

Resumo
Introdução

Quando uma abordagem cirúrgica transesfenoidal endonasal ampliada é feita, septações intraesfenoidais devem ser completamente ressecadas. Se essas estruturas estiverem próximas à artéria carótida interna (ACI), a manipulação pode causar lesão vascular.

Objetivo

O objetivo deste estudo foi descrever a frequência de septações intraesfenoidais na protuberância da artéria carótida interna (pACI).

Método

Exames de tomografia computadorizada (TC) de 421 pacientes foram analisados. As septações intraesfenoidais (classificadas como interesfenoidais ou acessórias) e sua relação com a pACI foram descritas. Além disso, uma classificação do seio esfenoidal foi feita com base no seu grau de pneumatização para determinar se existe uma diferença na frequência de septações intraesfenoidais inseridas em pACI em relação ao tipo de seio.

Resultados

Pacientes com idade média de 39±21,4 anos foram incluídos. No geral, 219 pacientes (52%) apresentavam septações na pACI; 359 (85,3%) septações interesfenoidais; 135 (37,6%) septações na pACI. Essa frequência foi maior entre os pacientes com seio esfenoidal tipo 4 ou 5 (44,7 e 43,5%, respectivamente). As septações acessórias foram encontradas em 255 doentes (60,6%); 140 dessas septações (54,9%) estavam na pACI. Entre 351 pacientes com seios esfenoidais tipos 3, 4 ou 5 (isto é, apenas seios esfenoidais bem pneumatizados), 219 (62,4%) tinham septações na pACI. Essas frequências são superiores às relatadas na maioria dos estudos.

Conclusão

A frequência de septações intraesfenoidais na pACI encontrada é considerável, é maior entre pacientes com seios mais pneumatizados. Esse achado justifica um estudo pré‐operatório adequado e uma atenção especial deve ser dada durante a cirurgia transesfenoidal.

Keywords
Sphenoid sinus, Sphenoid septations, Skull base, Transsphenoidal surgery, Expanded endonasal approach
Palavras‐chave
Seio esfenoidal, Septações esfenoidais, Base do crânio, Cirurgia transesfenoidal, Abordagem endonasal ampliada
Braz J Otorhinolaryngol 2017;83:162-7 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2017.01.005