Brazilian Journal of Otorhinolaryngology Brazilian Journal of Otorhinolaryngology
Braz J Otorhinolaryngol 2017;83:16-22 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2016.11.004
Artigo original
Hearing performance as a predictor of postural recovery in cochlear implant users
Desempenho auditivo como preditor de recuperação postural em usuários de implante coclear
Mario Edvin Gretersa, Roseli Saraiva Moreira Bittarb,, , Signe Schuster Graselb, Jeanne Oiticicab, Ricardo Ferreira Bentob
a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC‐Campinas), Departamento de Otorrinolaringologia, Campinas, SP, Brasil
b Universidade de São Paulo (FMUSP), Faculdade de Medicina, Departamento de Otorrinolaringologia, São Paulo, SP, Brasil
Recebido 04 Agosto 2015, Aceitaram 04 Janeiro 2016
Abstract
Objective

This study aimed to evaluate if hearing performance is a predictor of postural control in cochlear implant (CI) users at least six months after surgery.

Methods

Cross‐sectional study including (CI) recipients with post‐lingual deafness and controls who were divided into the following groups: nine CI users with good hearing performance (G+), five CI users with poor hearing performance (G−), and seven controls (CG). For each patient, computerized dynamic posturography (CDP) tests, a sensory organization test (SOT), and an adaptation test (ADT) were applied as dual task performance, with first test (FT) and re‐test (RT) on the same day, including a 40–60min interval between them to evaluate the short‐term learning ability on postural recovery strategies. The results of the groups were compared.

Results

Comparing the dual task performance on CDP and the weighted average between all test conditions, the G+ group showed better performance on RT in SOT4, SOT5, SOT6, and CS, which was not observed for G− and CG. The G− group had significantly lower levels of short‐term learning ability than the other two groups in SOT5 (p=0.021), SOT6 (p=0.025), and CS (p=0.031).

Conclusion

The CI users with good hearing performance had a higher index of postural recovery when compared to CI users with poor hearing performance.

Resumo
Objetivo

O presente estudo teve por objetivo avaliar se o desempenho auditivo é preditor de controle postural em usuários de IC pelo menos seis meses após a cirurgia.

Método

Estudo transversal que consistiu em recipientes de implante coclear (IC) com surdez pós‐lingual e controles, que foram divididos nos seguintes grupos: nove usuários de IC com bom desempenho auditivo (G+), cinco usuários de usuários de IC com desempenho auditivo insatisfatório (G‐) e sete controles (GC). Aplicamos os testes de posturografia dinâmica computadorizada (PDC), de organização sensitiva (TOS) e de adaptação (TAd) como desempenho de dupla tarefa, primeiro teste (PT) e reteste (RT) no mesmo dia, com intervalo de 40‐60 minutos entre testes, com o objetivo de avaliar a capacidade de aprendizado em curto prazo nas estratégias de recuperação postural. Comparamos os resultados dos testes.

Resultados

Na comparação do desempenho de dupla tarefa no teste PDC e a média ponderal entre todas as condições de teste, o grupo G+ demonstrou melhor desempenho no RT nos TOS4, TOS5, TOS6 e EC, o que não foi observado para os grupos G‐ e GC. O grupo G‐ obteve níveis significantemente mais baixos de capacidade de aprendizado em curto prazo vs. outros dois grupos no TOS5 (p=0,021), TOS6 (p=0,025) e EC (p=0,031).

Conclusão

Usuários de IC com bom desempenho auditivo tiveram índice melhor de recuperação postural, quando comparados com usuários de IC com desempenho auditivo insatisfatório.

Keywords
Dizziness, Balance, Hearing loss, Posturography, Auditory evoked potentials, Cochlear implant
Palavras‐chave
Tontura, Equilíbrio, Perda auditiva, Posturografia, Potenciais evocados auditivos, Implante coclear
Braz J Otorhinolaryngol 2017;83:16-22 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2016.11.004