Brazilian Journal of Otorhinolaryngology Brazilian Journal of Otorhinolaryngology
Braz J Otorhinolaryngol 2018;84:40-50 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2017.05.037
Artigo original
Correlation between acoustic rhinometry, computed rhinomanometry and cone‐beam computed tomography in mouth breathers with transverse maxillary deficiency
Correlação entre rinometria acústica, rinomanometria computorizada e tomografia computadorizada de feixe cônico em respiradores bucais com atresia maxilar
Raquel Harumi Uejima Satto Sakaia, Fernando Augusto Lima Marsona,b, Emerson Taro Inoue Sakumac, José Dirceu Ribeiroa,, , Eulália Sakanod
a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Pediatria, Campinas, SP, Brasil
b Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Genética Médica, Campinas, SP, Brasil
c Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Radiologia, Campinas, SP, Brasil
d Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Faculdade de Ciências Médicas, Departamento de Oftalmologia e Otorrinolaringologia, Campinas, SP, Brasil
Recebido 20 Agosto 2016, Aceitaram 30 Outubro 2016
Resumo
Introdução

Numerosos exames podem ser realizados para fornecer informações clínicas e diagnósticas em respiradores bucais com atresia maxilar e mordida cruzada posterior, entretanto a correlação entre esses exames ainda é incerta.

Objetivo

Avaliar a correlação entre rinometria acústica, rinomanometria computadorizada e tomografia computadorizada por feixe cônico em respiradores bucais com atresia maxilar.

Método

Um estudo de corte transversal foi realizado em 30 respiradores bucais com atresia maxilar (7‐13 anos) com mordida cruzada posterior. Os exames avaliados foram: (i) rinomanometria acústica: volumes nasais (0‐5cm e 2‐5cm) e áreas mínimas de corte transversal 1 e 2 da cavidade nasal; (ii) rinomanometria computadorizada: fluxo nasal e resistências médias inspiratórias e expiratórias; (iii) tomografia computadorizada por feixe cônico: corte coronal na cabeça da concha inferior (larguras 1 e 2), concha média (larguras 3 e 4) e na maxila (Largura 5). Rinomanometria acústica e rinomanometria computadorizada foram avaliadas antes e depois da administração de vasoconstritor. Os resultados foram comparados pelo teste de correlação de Spearman e pelo teste de Mann‐Whitney (α=0,05).

Resultados

Foram encontradas correlações positivas entre: (i) fluxo antes da administração de vasoconstritor e largura 4 (Rho=0,380) e largura 5 (Rho=0,371); (ii) largura 2 e área mínima de corte transversal 1 antes da administração de vasoconstritor (Rho=0,380); (iii) fluxo antes da administração de vasoconstritor e volumes nasais de 0‐5cm (Rho=0,421), 2‐5cm (Rho=0,393) e área mínima de corte transversal 1 (Rho=0,375); (iv) largura 4 e volume nasal de 0‐5cm antes da administração do vasoconstritor (Rho=0,376), volume nasal de 2‐5cm antes do uso de vasoconstritor (Rho=0,376), áreas mínimas de corte transversal 1 antes da administração de vasoconstritor (Rho=0,410) e áreas mínimas de corte transversal 1 após o uso do vasoconstritor (Rho=0,426); (v) largura 5 e largura 1 (Rho=0,542), largura 2 (Rho=0,411) e largura 4 (Rho=0,429). Foram encontradas correlações negativas: (i) largura 4 e resistência inspiratória média (Rho=−0,385); (ii) resistência inspiratória média antes da administração de vasoconstritor e volume de 0‐5cm (Rho=−0,382) e resistência expiratória média antes da administração de vasoconstritor e área mínima de corte transversal 1 (Rho=−0,362).

Conclusão

Correlações foram encontradas entre a rinometria acústica, a rinomanometria computadorizada e a tomografia computadorizada de feixe cônico em respiradores bucais com atresia maxilar.

Abstract
Introduction

To provide clinical information and diagnosis in mouth breathers with transverse maxillary deficiency with posterior crossbite, numerous exams can be performed; however, the correlation among these exams remains unclear.

Objective

To evaluate the correlation between acoustic rhinometry, computed rhinomanometry, and cone‐beam computed tomography in mouth breathers with transverse maxillary deficiency.

Methods

A cross‐sectional study was conducted in 30 mouth breathers with transverse maxillary deficiency (7–13 y.o.) patients with posterior crossbite. The examinations assessed: (i) acoustic rhinometry: nasal volumes (0–5cm and 2–5cm) and minimum cross‐sectional areas 1 and 2 of nasal cavity; (ii) computed rhinomanometry: flow and average inspiratory and expiratory resistance; (iii) cone‐beam computed tomography: coronal section on the head of inferior turbinate (Widths 1 and 2), middle turbinate (Widths 3 and 4) and maxilla levels (Width 5). Acoustic rhinometry and computed rhinomanometry were evaluated before and after administration of vasoconstrictor. Results were compared by Spearman's correlation and Mann–Whitney tests (α=0.05).

Results

Positive correlations were observed between: (i) flow evaluated before administration of vasoconstrictor and Width 4 (Rho=0.380) and Width 5 (Rho=0.371); (ii) Width 2 and minimum cross‐sectional areas 1 evaluated before administration of vasoconstrictor (Rho=0.380); (iii) flow evaluated before administration of vasoconstrictor and nasal volumes of 0–5cm (Rho=0.421), nasal volumes of 2–5cm (Rho=0.393) and minimum cross‐sectional areas 1 (Rho=0.375); (iv) Width 4 and nasal volumes of 0–5cm evaluated before administration of vasoconstrictor (Rho=0.376), nasal volumes of 2–5cm evaluated before administration of vasoconstrictor (Rho=0.376), minimum cross‐sectional areas 1 evaluated before administration of vasoconstrictor (Rho=0.410) and minimum cross‐sectional areas 1 after administration of vasoconstrictor (Rho=0.426); (v) Width 5 and Width 1 (Rho=0.542), Width 2 (Rho=0.411), and Width 4 (Rho=0.429). Negative correlations were observed between: (i) Width 4 and average inspiratory resistance (Rho=−0.385); (ii) average inspiratory resistance evaluated before administration of vasoconstrictor and nasal volumes of 0–5cm (Rho=−0.382), and average expiratory resistance evaluated before administration of vasoconstrictor and minimum cross‐sectional areas 1 (Rho=−0.362).

Conclusion

There were correlations between acoustic rhinometry, computed rhinomanometry, and cone‐beam computed tomography in mouth breathers with transverse maxillary deficiency.

Keywords
Minimum cross‐sectional areas, Nasal cavity, Respiratory flow, Average nasal resistance
Palavras‐chave
Áreas mínimas de corte transversal, Cavidade nasal, Fluxo respiratório, Resistência nasal média
Braz J Otorhinolaryngol 2018;84:40-50 DOI: 10.1016/j.bjorlp.2017.05.037