Brazilian Journal of Otorhinolaryngology (English Edition) Brazilian Journal of Otorhinolaryngology (English Edition)
Braz J Otorhinolaryngol 2017;83:568-73 DOI: 10.1016/j.bjorl.2016.07.001
Original article
Does stapes surgery improve tinnitus in patients with otosclerosis?
A estapedotomia melhora o zumbido em pacientes com otosclerose?
Onur Ismia,, , Osman Erdogana, Mesut Yesilovaa, Cengiz Ozcana, Didem Ovlab, Kemal Gorura
a University of Mersin, Faculty of Medicine, Department of Otorhinolaryngology, Mersin, Turkey
b University of Mersin, Faculty of Medicine, Department of Biostatistics, Mersin, Turkey
Received 23 May 2016, Accepted 11 July 2016
Abstract
Introduction

Otosclerosis (OS) is the primary disease of the human temporal bone characterized by conductive hearing loss and tinnitus. The exact pathogenesis of tinnitus in otosclerosis patients is not known and factors affecting the tinnitus outcome in otosclerosis patients are still controversial.

Objectives

To find the effect of stapedotomy on tinnitus for otosclerosis patients.

Methods

Fifty-six otosclerosis patients with preoperative tinnitus were enrolled to the study. Pure tone average Air-Bone Gap values, preoperative tinnitus pitch, Air-Bone Gap closure at tinnitus frequencies were evaluated for their effect on the postoperative outcome.

Results

Low pitch tinnitus had more favorable outcome compared to high pitch tinnitus (p=0.002). Postoperative average pure tone thresholds Air-Bone Gap values were not related to the postoperative tinnitus (p=0.213). There was no statistically significant difference between postoperative Air-Bone Gap closure at tinnitus frequency and improvement of high pitch tinnitus (p=0.427). There was a statistically significant difference between Air-Bone Gap improvement in tinnitus frequency and low pitch tinnitus recovery (p=0.026).

Conclusion

Low pitch tinnitus is more likely to be resolved after stapedotomy for patients with otosclerosis. High pitch tinnitus may not resolve even after closure of the Air-Bone Gap at tinnitus frequencies.

Resumo
Introdução

Otosclerose (OS) é a principal doença do osso temporal humano caracterizada por perda auditiva condutiva e zumbido. A patogenia exata do zumbido em pacientes com otosclerose não é conhecida e fatores que afetam o desfecho de zumbido em pacientes com otosclerose ainda são controversos.

Objetivos

Encontrar o efeito da estapedotomia sobre o zumbido em pacientes com otosclerose.

Método

Foram incluídos no estudo 56 pacientes com otosclerose com zumbido pré-operatório. Os valores médios tonais do gap aero-ósseo, o tom de zumbido no pré-operatório, o fechamento do gap nas frequências dos zumbidos foram avaliados quanto ao seu efeito sobre o desfecho pós-operatório.

Resultados

O zumbido em tom grave teve desfecho mais favorável em comparação com o zumbido agudo (p=0,002). Os valores médios dos gaps pós-operatórios não foram relacionados com o zumbido pós-operatório (p=0,213). Não houve diferença estatisticamente significativa entre o fechamento pós-operatório do gap na frequência do zumbido e melhora do zumbido de tom agudo (p=0,427). Houve diferença estatisticamente significativa entre a melhora no gap nas frequências do zumbido e recuperação do zumbido de tom mais grave (p=0,026).

Conclusão

O zumbido de tom mais grave parece ser melhor resolvido depois de estapedotomia em pacientes com otosclerose. O zumbido de tom agudo pode não desaparecer, mesmo após o fechamento do gap nas frequências do zumbido.

Keywords
Otosclerosis, Tinnitus, Stapedotomy, Low pitch, High pitch
Palavras chave
Otosclerose, Zumbido, Estapedotomia, Grave, Agudo
Braz J Otorhinolaryngol 2017;83:568-73 DOI: 10.1016/j.bjorl.2016.07.001